Filosofia
esta, que possui algumas características que são conseqüências da perda de
contato com as grandes sínteses surgidas na filosofia medieval, um rompimento
que deseja construir uma nova imagem do mundo a partir da permanecia de
elementos do passado. Foi nesta modernidade que houve uma reviravolta no
pensamento da humanidade, e mais especificadamente com o da Igreja, que ainda sonhava
reunir o mundo pela fé.
“Homem
como modelo do mundo”, já dizia Leonardo da Vinci, assim se inaugura a
modernidade, não sob conceitos basicamente históricos, político e sociológico,
mas como promoção do homem como um ser imerso numa civilização. O homem se
torna dono do tempo!
Nas
ideias da filosofia moderna, podemos ver tendências que descuidam de uma
tradição, e partem de um caráter pessoal do próprio pensamento, e essa é uma
característica muito forte encontrada na filosofia moderna, que podemos chamar
de individualismo. A volta a filosofia grega toma força, e alimenta um
descrédito na filosofia medieval, que passa a ser muito ignorada e conhecida
muito superficialmente. Os novos filósofos não crêem que valha a pena obter
conhecimentos profundos acerca de uma doutrina que todos consideram superada,
elaborando conceitos e teses combatendo uma filosofia que passou séculos
tentando provar a existência de Deus. E quando mostrou a insuficiência da razão
e as limitações do homem, algumas vezes restitui a força da fé: “é preciso
crer, não compreender” (Pascal). E, por não ser demonstrável, o conteúdo da fé
é uma aposta: “Incompreensível? Nem tudo o que é incompreensível deixa de
existir” (Pascal).
Mas
é comum notar também que a atitude de Descartes, como a de Bacon e a de Kant, é
a de começar desde o princípio, refazer o todo, ser iniciadores. Daí nasce uma
maneira uma alteração do conceito de verdade filosófica que se contamina com o
de originalidade, pensada mais como novidade, penetração e desenvolvimento
muito progressivo de muitas coisas que já foram discutidas e até aceitas. A
filosofia moderna tende deste modo, a apresentar-se como uma revelação, certa
manifestação da individualidade de cada filósofo, fracionando-se nas várias
visões de mundo, condicionadas pela capacidade de cada personagem e de cada
nacionalidade.
Filosofia moderna! Parece mesmo ter uma independência total de um pensamento basicamente fundado e convergido em um “ser transcendental”, e que nada poderá ser realizado sem o consentimento dos que esse “ser” transmitiu o poder. Parece que se perde o conceito mesmo de verdade e de filosofia como patrimônio necessariamente universal e susceptível, portanto, de graduais aperfeiçoamentos, para transformá-lo no conceito artístico de criação original. É a liberdade.
Filosofia moderna! Parece mesmo ter uma independência total de um pensamento basicamente fundado e convergido em um “ser transcendental”, e que nada poderá ser realizado sem o consentimento dos que esse “ser” transmitiu o poder. Parece que se perde o conceito mesmo de verdade e de filosofia como patrimônio necessariamente universal e susceptível, portanto, de graduais aperfeiçoamentos, para transformá-lo no conceito artístico de criação original. É a liberdade.
Uma
liberdade também gerada no procedimento, não somente no sentido de
independência da doutrina revelada, mas também no sentido de falta de
preocupação demonstrativa; as obras filosóficas dos tempos modernos têm uma
forma expositiva e, frequentemente, mais que demonstrar, sugerem; mais que
persuadir, sugestionam.
Outros distintivos da filosofia moderna são a crescente tendência a fazer da razão não somente o tribunal supremo, mas também a característica particular que todo homem pode ter.
Outros distintivos da filosofia moderna são a crescente tendência a fazer da razão não somente o tribunal supremo, mas também a característica particular que todo homem pode ter.
Portanto,
podemos concluir que o significado das diversas sínteses da filosofia moderna
não é só uma tentativa de ruptura com o medievo, mas vai muito mais além, é uma
busca de independência de pensamento, que não esteja estritamente subjugado
sobre diretrizes e normas e vetem o desenvolvimento humano e da ciência, mas de
fato, a filosofia moderna não é um abandono, mas um estudo mais profundo e um
desenvolvimento de elementos que podem enriquecer as grandes linhas da síntese
filosófica realista, objetiva, verdadeira e livre.

Podemos observar através dos estudos que a filosofia moderna é a busca do conhecer, mas não buscavam conhecer tudo e sim o que podiam conhecer e também que Descartes foi o primeiro dos filósofos que buscou mudar a forma de pensar sobre o conhecimento, ele elaborou a tese de que o homem só existia porque pensava e através desse pensamento podia se montar vários outros raciocínios lógicos para tentar explicar a realidade. Por isso ficaram ficaram conhecidos como racionalistas que buscavam explicar a realidade através da razão.
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